segunda-feira, março 29, 2004

Sandes com Planta, um copo de leite. O conforto desconfortante de um domingo, a altas horas. Algumas palavras, frutos do silêncio, e névoas-recordações de pessoas que falam comigo por imagem, sem dizer nada. Dizem muito, contudo. Dizem que de vez em quando nos cruzámos, e que de vez em quando nos inteirámos de existências exteriores. Passo dois, interacção, com mais ou menos 'inter'.

A leveza do passageiro, com a sua percentagem de melanco-rotineira ordem das coisas.

Os que percorriam os corredores estreitos mas compridos, oh, nunca mais acabam? Encontro alívio no passado implicado.. Mas figuras marcantes, e momentos dos tais. Os malucos de agora, e os menos malucos, corredores menos estreitos, e agora não interessa o tamanho.. Pouco interessa de facto, só pontualmente se finge. Uns sorrisos momentaneamente dispersantes de restante, umas brisas de bem-estar auto-justificado, e pouco mais. Ainda pequenas ambições grandes, com suspiros pós-sonho. Coisas.

Será para isto que se aprende a aprendizagem? Sanguinária reflexão sem sangue, consanguínea da putrefacção? Ou refinado baú de ouro, jóias, estética consciente de inconsciência? E dou por mim no erro do porquê.

Respostas sem fórmula é inimigo na tecelagem do caótico simples que somos.

Então porquê que as procuro?

sábado, março 13, 2004

Epílogo: Passou-se mais tempo.

É, as cenas arrastaram-se mais uns centímetros. As mangas têem saudades dos trunfos e eu também. Ter mangas sem trunfos é uma chatice, mas a qualquer momento eles hão-de aparecer de onde nunca sairam. A colectânea de misticismo monga à la Paulo Coelho porque sempre esperou à venda nas bancas. Mas o que é facto é que não há trunfos nas mangas. Que fazer?..

Hmm sumo de manga?

é hé hé

.

Prólogo: Vai-se passar mais tempo.

terça-feira, março 09, 2004

só anúncios, dass

placares aqui, ali e ainda pequenos chavões entremeados

aproveitar buracos de processamento, gerir, gerir

duas vertentes: o grupo de gente que faz e que é no fundo obrigada mesmo quando não, instinto de sobrevivência, e a outra vertente - larga escala, necessidades atendidas, no quando do lucro claro

e coiso e tal

moldes de pessoas, pessoas-bolos, pessoas-fôrmas, meio sim meio não

o suposto artificial não deixa de ser natural, mas isso já toda a gente sabe

o problema, caros, é a tendência..

o problema é o espírito que, descrente, se agarra a si, enrosca rebola reverte, mas sempre no si dos outros.. uma espécie de si bemol

luz, tudo o que ilumina cega

fechem os olhos por um bocado

e entretanto as cortinas de pano sem transparente já vêm, às tiras

já nem sei bem o que é a palavra global

e a visão, nocturna, diurna, no casebre-máscara da ausência

ser sistemático faz parte do sistema

o defeito está na mente?

o defeito é intrínseco. boa.

pimpimpim defeito pimpampimpompum

zagzagzag

perceberam?

espero que sim, apesar de não existir essência antes da dita

portanto espero que não

caos contido, caos sentido, caos consentido, caos com Tide

é que, "lava mais branco" :)

pequena vaga no mar de anúncios

vaga sem vagar, por favor, mais devagar,

já não há mesmo vagar

mas estou-me a marimbar

:|

sobremesa, sobre a mesa, sob o tecto e o olhar indiscreto

de quem se diz perdiz do céu de vidas, passos rasgados,

interrompidos,

contínuos na sua interrupção, mas inconscientes, contentes,

o dia-a-dia faz a opinião

vida sim, inteligência não, ah, biologia, que mania

que tens, essa de ter manias.

yep. o ponto é aquele.

that's my point

e pelo meio as palavras pegaram no volante do veículo das palavras

seremos mais que engrenagens sem meta?

vai uma pergunta obsoleta?

oh bolas já foi

eu também já fui. isto hoje ficou esquisito

não de denso, como às vezes, mas de esquisito

é. esquisito é a palavra.

correu bem ou mal?

olha, esquece.